Verseto VII

/ 741 leituras
Não era o tempo o que a fiel Penélope enganava ao tecer e destecer o sudário de Laertes, mas sim os pretendentes à sua mão de rainha. * Ce n’était pas le temps ce que la fidèle Penelope tr...

Verseto VI

/ 650 leituras
Eu recordo, eu esqueço, eu conto, eu recito, eu imagino… É assim que conjugo o tempo… * Je me souviens, j’oublie, je raconte, je récite, j’imagine… C’est comme ça que je conjugue le temps....

Verseto V

/ 683 leituras
Do alto da casa do presente ele olhava a casa em chamas de antanho e também o telhado da casa do futuro, um telhado coberto de cinzas que o vento trazia do passado. * Du haut de la maison ...

Verseto IV

/ 687 leituras
Não é o tempo que foge, é o corpo que tenta fugir do tempo, sem o conseguir. * Ce n’est pas le temps qui s’enfuit, c’est le corps qui essaie de s’enfuir du temps sans y arriver. Texto d...

Verseto III

/ 657 leituras
Há quanto tempo começou o tempo a preocupar-te? Quero dizer: a questão do tempo. Lembras-te do tempo em que nem sequer tempo tinhas para no tempo pensar? * Depuis quand le temps a-t-il com...

Verseto II

/ 688 leituras
Quando ele dizia : «Perdes o teu tempo», ela pensava sempre: Não, eu ganho tempo… E continuava a pensar e a tecer a sua escrita. * Quand il disait : « Tu perds ton temps », elle pensait to...

Verseto I

/ 658 leituras
Difere tanto assim o tempo que faz do tempo que corre? * Sont-ils si différents, le temps qu'il fait et le temps qui passe ? Texto de João Pedro Mésseder, tradução de MLP, JPM, JO, revi...

Verseto XIX

/ 727 leituras
«Que te diz o tempo, sempre?» «Diz-me: Vai-te.» * «Que te dit sans cesse le temps?» «Il me dit : Va-t’en.» Texto de João Pedro Mésseder, tradução de MLP, JPM, JO, revisão de DG / CNA ...

Verseto XVIII

/ 565 leituras
Temporal: talhada de tempo muito chovida e ventada. Às vezes, trovejada. * Tempête: pièce de temps taillée à grands coups de pluie et de vent. Parfois de tonnerre. Texto de João Pedro M...

Verseto XVII

/ 580 leituras
O tempo dos assassinos – toda a gente o sabe, mas é preciso lembrá-lo – é sempre também o tempo dos santos e dos poetas, o tempo dos surdos e dos cegos. * Le temps des assassins – tout le ...

Verseto XVI

/ 596 leituras
O teu tempo: algumas vinhetas (uma prancha?) numa imensa banda desenhada. * Ton temps : quelques vignettes (une planche ?) dans une immense bande dessinée. Texto de João Pedro Mésseder,...

Verseto XV

/ 645 leituras
Ganhar tempo – para terminar rapidamente, para terminar dentro do prazo. Sim, ganhar tempo, mas, desgraçadamente, para ser escravo do tempo. * Gagner du temps – pour terminer rapidement, p...

Verseto XIV

/ 598 leituras
Não é que as folhas de calendário se assemelham às grades de uma prisão?  * Ça alors! les feuilles du calendrier ressemblent aux grilles d’une prison. Texto de João Pedro Mésseder, trad...

Verseto XIII

/ 713 leituras
O tempo e o vento… Libertai o vento desta velha metáfora, libertai o vento do tempo… * Le temps et le vent… Libérez le vent de cette vieille métaphore, libérez le vent du temps… Texto d...

Tabuleta Digital

Sete Perguntas

Vai no Batalha

Marco Martins (1978)

Considerando o pedido de vários colegas presidentes de Câmara, incluindo do próprio presidente da AMP, deixo a decisão de demissão para o coletivo na próxima reunião do Conselho Metropolitano, desde que me sejam dadas condições e carta-branca para trabalhar.

Rua da Estrada da Vacaria

SE PERGUNTAREM o que é paisagem, pode-se responder que é o que resulta da paisagificação de uma determinada actividade ou actividades. Esta é uma paisagem bovina. Pela berma da estrada vai um alinhamento de pedras de dois feitios: umas de muros que havia a bordejar os campos para que os animais racionais e irracionais não fossem para lá calcar, comer ou roubar coisas e pastar em casa alheia; outras, ao alto, seriam postes para segurar as latadas de vinha quando se fazia vinho no tempo em que cada um produzia um pouco de tudo para seu sustento. Entre umas e outras há postes de electricidade e t...

Enigmatógrafo

Enigmatógrafo de Augusto Baptista

/ 622 leituras
As ruas da amargura são sempre a descer?